
Principais trechos do livro Multimidia, de Sérgio Bairon.
- Na apresentação, Valéria Burgos (diretora executiva da ABMídia - Associação Brasileira dos Produtores e Usuários de Multimídia), define o formato como: "uma linguagem diferente para divertir, educar, motivar, emocionar, informar, orientar, enfim, comunicar".
Sérgio Bairon faz uma retrospectiva, mostrando que os antecessores da multimídia são as interfaces e interatividades ocorridas entre os meios de comunicação e não um certo meio em si. "A multimídia não é apenas um show tecnológico, mas a possibilidade definitiva de síntese de toda a tecnologia da comunicação."
Interargir é a palavra. No nosso caso podemos pensar em uma área que o leitor cadastre seu e-maile receba nele um aviso quando aquela notícia for atualizada, uma área para ele baixar fotos em alta resolução, ter uma área de contato direto entra leitor e entrevistado, etc.
Bairon completa o pensamento dizendo que "é justamente a interação dos meios, somada ao mesmo fenômeno no sentido inter-humano, que irá romper com a estrutura unidirecional de interpretação dos meios como potencialidades de dominação e utilitarismo da linguagem". As intermídias ou multimídias detonam o modelo linear de informação (emissor-receptor), atacando neste as características que procuram satisfazer as características do receptor, como nas posturas conotativas, frutos de um sitema estático de comunicação.
O escritor cita ainda Pierre Lévy, que afirma que o hipertexto nada mais é do que um conjunto de nós, ligados por conexões. E é nesse hipertexto que o teórico vê "a ajuda ao raciocínio, à argumentação, à discussão, à criação, à organização, ao planejamento, etc".
