sexta-feira, 6 de junho de 2008

A 3ª visita e a festa

A terceira visita feita ao Cafundó, em 24/05, foi uma das principais para recolhermos conteúdo em vídeo. Gravamos entrevistas com moradores locais, com visitantes que estavam na cidade por ocasião da Festa de Sto Antônio, realizada pela comunidade, e com dois estudiosos sobre a comunidade.

O desafio, além de conseguir as entrevistas enquanto as preparações da festa eram feitas, foi como utilizar a câmera. Como queríamos filmar a festa, a mais tradicional realizada na comunidade e que começava apenas no fim da tarde, precisamos alugar um equipamento de filmagem e irmos sem o câmera da faculdade. Aprendemos a manejar a câmera sozinhos mas conseguimos boas imagens.

A festa mostrou um cultura arraigada nas tradições religiosas católicas mesclada com a cultura afro. A religiosidade do povo local mostrou-se muito forte e a festa também foi uma oportunidade para que a comunidade arrecadasse verba com barracas de comida e com o artesanato produzido pela associação de mulheres do Cafundó.

Das entrevistas com os moradores tivemos relatadas boa parte da história da comunidade, das experiências que eles já passaram no local e das expectativas que têm para o futuro da comunidade. A situação, de acordo com os moradores e com os especialistas, é triste. Sem a ajuda de instituições e ongs, que durante muitos anos apenas prometeram projetos que nunca foram implantados, a comunidade caminha para um processo de favelização.

Anotações sobre o livro O que é o virtual?


Pierre Lévy - O que é o virtual?


A leitura desse livro traz algumas questões mais teóricas sobre as diferenças de um texto no papel e no computador, na mudança que o "virtual" traz para o conteúdo que chega ao leitor.


Pierre Lévy descreve o virtual como o que é contrário ao estático, ao já constituído. Ele é um problema que é sempre repensado e não uma solução estável; o texto é transformado em problemática textual. Assim, quando disponibilizamos a reportagem de uam maneira virtual, o leitor vai ter a oportunidade de construir esse conteúdo, repensá-lo.


"O computador é um operador de potencialização da informação. (...) Toda leitura em computador é uma edição, uma montagem singular."


Lévy trabalha bastante o que o virtual tem de potencial, a dialética que se cria entre o real e o possível (potencial). Nós, ao fazermos essa reportagem de maneira multimídia, estamos abrindo essa campo do potencial para o leitor, estamos aprindo um campo de novas experiências possíveis para ele acessar esse conteúdo.


O livro cita a mudança no texto em si, quando, por exemplo, podemos no computador grifar, fazer comentários e então imprimir um texto. Talvez isso não seja finaceiramente viável pra gente, mas também seria uma opção de inovação nos nossos textos se as pessoas pudessem grifá-los e editá-los antes de imprimir.